Ponte Estaiada: o novo cartão-postal da cidade

12 05 2008

Instalada sobre o Rio Pinheiros, a ponte, que tem capacidade para 8 mil carros por hora, é o novo cartão postal da cidade. A obra, que começou a ser projetada em 2003, pode ser vista de longe: a ponte tem uma torre de 138 metros, poucos metros a menos do que o edifício Itália, o maior da cidade, e está conectada a 144 cabos de aço na extensão das duas pistas de 900 metros cada uma.

A nova ponte ligará a marginal Pinheiros à Avenida Jornalista Roberto Marinho e ganhará um toque especial à noite, com uma iluminação especial para realçar as linhas futuristas da obra. A iluminação terá como foco o mastro, em formato de X. A iluminação pode variar e, como no Empire State Building, de Nova York, pode ter as cores de uma data comemorativa.

No dia 7 de Setembro, por exemplo, será possível iluminar a torre com as cores verde e amarelo. O mecanismo de iluminação temática já está usado em outras obras arquitetônicas no exterior.

Independentemente do resultado estético, quem passar pelo local vai conseguir perceber a magnitude da construção, que levou dois anos para ficar pronta. Somente os cabos de aço têm 492 toneladas. O volume total de concreto na obra é de 58.700 metros cúbicos e mais de 7 mil toneladas de aço em todo projeto. A ponte Octavio Frias de Oliveira seria inaugurada em março, mas acabou atrasando por conta das chuvas.

A ponte está localizada em uma região privilegiada, junto às avenidas Luis Carlos Berrini e Jornalista Roberto Marinho e próxima aos importantes centros empresariais e a hotéis de padrão internacional. Será uma opção mais rápida para quem circula pelos bairros do Brooklin, Campo Belo e Jabaquara, todos na zona Sul de São Paulo.

– É uma ponte que terá papel fundamental na ligação da zona oeste da cidade com a zona sul, onde há circulação intensa de veículos. A ponte vai melhorar o tráfego destes veículos – disse Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, ao SPTV.

A ponte também é um símbolo dos contrastes de São Paulo. Ao lado da obra em que foram gastos cerca de

R$ 230 milhões existem favelas. Inicialmente, a prefeitura tentou transferir os moradores para outras regiões, mas foi obrigada pela Justiça, depois de ser questionada pela Defensoria Pública, a urbanizar a região e manter os moradores no local.

A prefeitura anunciou que vai construir prédios populares para os moradores das favelas da região. Serão três conjuntos habitacionais com mais de 1.000 unidades construídas na própria Avenida Jornalista Roberto Marinho. Os beneficiados serão os moradores do Jardim Edite (528 apartamentos), bem ao lado da ponte, do Buraco Quente (240 unidades), junto à avenida Washington Luiz, e da Rua Corruíras (248 apartamentos), no início da avenida.

Muitos arquitetos odiaram a ponte.

Qual a sua opinião?

 

 

Veja os posts anteriores:

Frank Lloyd Wright e a arquitetura orgânica

LE CORBUSIER

Mies van der Rohe – Bauhaus 

Paulo Mendes da Rocha – A natureza é um trambolho

Anúncios

Ações

Information

2 responses

20 05 2008
De volta à casa de vila « Arquitetura e Arte

[…] Ponte Estaiada: o novo cartão-postal da cidade Maio 12, 2008 […]

3 07 2008
catarino

Esta ponte ficou excelente também trabalhei neste projeto peguei na massa , trabalhei em vários projetos em várias pontes como Brasília, Venezuela etc.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s




%d blogueiros gostam disto: