Duchamp, o visionário

18 07 2008
Difícil encontrar evento mais adequado para celebrar o 60º aniversário do Museu de Arte Moderna (MAM) do que a exposição Marcel Duchamp: Uma Obra Que Não é Uma Obra ?de Arte?. Além de lançar um olhar atento e iluminador sobre a obra de um dos artistas mais importantes do século 20, a mostra que será aberta hoje à noite para convidados e amanhã para o público é uma boa ocasião para refletir sobre alguns aspectos essenciais da modernidade, tema que a instituição pretendia acompanhar desde sua fundação. Aliás, poucos sabem, mas Marcel Duchamp desempenhou um papel curioso – mesmo que infrutífero – na elaboração dos projetos para a primeira exposição realizada pelo museu (leia nesta edição).

Concebida como uma parceria entre a instituição brasileira e a Fundação Proa, de Buenos Aires – para onde segue em novembro -, a mostra procura encontrar um equilíbrio entre a difícil tarefa de introduzir o pensamento de Duchamp (1887-1968) a um público amplo e a busca de uma visão capaz de elucidar o caráter muitas vezes contraditório e provocativo de seu trabalho. Lançando mão de uma certa organização cronológica e de uma cenografia curvilínea, que procura simular espacialmente o caráter cíclico de sua produção, estão dispostos ao longo da grande sala do museu aproximadamente 120 itens, que vão desde pequenos objetos até aqueles trabalhos considerados suas grandes obras-primas.

“Não vamos rebaixá-lo a uma versão light, mas também não desejamos uma opacidade total, compreensível apenas para um pequeno grupo de iniciados”, explica a curadora Elena Filipovic. Especialista em Duchamp, ela procurou colocar em destaque alguns aspectos importantes em sua trajetória, que ficam ricocheteando ao longo de sua trajetória. São como nichos ou constelações de idéias, entre as quais é possível citar a questão da perspectiva, a transparência, o erotismo, o consumismo, a reprodutibilidade, etc…

Transversalmente a todos esses fios condutores destaca-se o caráter bastante paradoxal dessa obra, que não raro espantou e afastou inclusive admiradores. Duchamp era alguém capaz de jogar por terra a noção de obra de arte (ao assinar objetos prontos, industriais; criando os readymades – objetos ?prontos para usar?; elevando reproduções ao status de objeto de arte ou subvertendo acidamente ícones como a Mona Lisa, a quem adiciona bigodes) e que ao mesmo tempo passou os últimos 20 anos de sua vida construindo escondido de todos, a “pintura viva” Etant Donnés: 1.º La Chute d”Eau; 2.º Le Gaz d?Eclairage, (Sendo Dados: 1.º A Cascata; 2.º O Gás de Iluminação). Definida pela curadora como “uma das obras de arte mais inusitadas e enigmáticas do século 20”, a instalação explora de maneira surpreendente as convenções da perspectiva ótica que ele tanto atacou.

Uma reconstrução aproximada da obra pode ser vista na exposição. Não se trata de uma réplica (como no caso dos readymades e de outras obras destruídas e recriadas por Duchamp), mas de uma reprodução virtual que recria a obra mas não a ilusão de que estamos diante dela. Etant Donnés, obra que se tornou conhecida apenas após a morte do artista, em 1967, encerra a mostra do MAM.

A exposição também tem um início preciso: o ano de 1913. É nessa data que Duchamp torna-se uma celebridade nos EUA, quando sua pintura Nu Descendo a Escada é exposta, com grande escândalo. Datam também desse período seus primeiros readymades – nome que adota apenas em 1915, quando muda-se para a América. Também são deste ano os primeiros estudos de La Mariée mise à nu par ses Célibataires, même (A Noiva despida por seus Celibatários, mesmo), também conhecida como O Grande Vidro.

Ponto de inflexão maior, mas não o único de uma carreira plena de avanços e retomadas. “Ele era um homem de ruptura, que mudaria a história da arte e sua própria arte, mas que vai sempre caminhar em círculos, numa espécie de turbilhão”, procura sintetizar Elena. O tempo todo, os limites são esfacelados. Duchamp ressignifica a noção de autoria ao dar a objetos banais o status de obra de arte; critica acidamente as instituições mas se envolve ativamente em importantes projetos curatoriais; ignora a importância da obra original ao reproduzir novamente seus próprios trabalhos e ao mesmo tempo dá a eles um estatuto novo ao criar suas célebres caixas, que ?repertoriam? todo o universo duchampiano. Numa espécie de síntese entre contrários, Duchamp constrói com uma mão o que destrói com a outra, questionando na prática as definições e limites da arte.

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Quadros de Bob Dylan chegam a Londres

13 06 2008

Exposição traz obras feitas pelo músico durante viagens entre 1989 e 1992.

Pinturas e desenhos do compositor e cantor americano Bob Dylan serão exibidos pela primeira vez em uma galeria de Londres a partir deste sábado.

A exposição The Drawn Blank Series, na Halcyon Gallery, traz desenhos e pinturas feitas por Dylan durante viagens entre 1989 e 1992.

Acompanhando a exposição dos trabalhos originais na Halcyon Gallery, uma coletânea de pôsteres em edição limitada estará à venda em galerias selecionadas da Grã-Bretanha.

“Essa é uma oportunidade incrível de ver essa poderosa obra, que diz muito sobre a alma do artista”, disse Paul Green, presidente da galeria.

A exposição, entretanto, tem dividido os especialistas na Grã-Bretanha.

O jornal The Independent disse que os quadros “não tem palácios ou monumentos, apenas coisas que qualquer olho pode ver e sentir que faz parte delas”. Por isso, diz o crítico Michael Glover, a exposição “parece um hino de louvor à doce normalidade da vida.”

Já o crítico do Sunday Times, Waldemar Januscek, disse à BBC que só verdadeiros gênios conseguem ser bons em tudo e que os trabalhos de Dylan não são “tão bons”. “São interessantes, não chegam a envergonhar e poderiam ser piores, mas estão longe de serem ótimos”, disse Januscek.

As obras de Dylan foram exibidas pela primeira vez no ano passado na Alemanha.

Bob Dylan é um dos mais prestigiados e influentes compositores de música pop surgidos no último século. Ele já vendeu mais de 110 milhões de discos em uma carreira de cinco décadas.

Recentemente, Bob Dylan recebeu um prêmio Pulitzer por “seu profundo impacto na música popular e na cultura americanas, com composições líricas de poder poético extraordinário”.

Dylan entrou para o Hall da Fama do Rock and Roll em 1988 e para o Hall da Fama dos Compositores em 1982.

Dylan’s Chronicles – Volume I, a primeira parte das memórias do músico publicada em 2004, passou 19 semanas na lista dos best sellers do The New York Times. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

 

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Frank Lloyd Wright e a arquitetura orgânica

7 05 2008

 

Frank Lloyd Wright

  

(Richland Center, 8 de junho de 1867 — Phoenix, 9 de abril de 1959) foi um arquiteto estadunidense. É considerado um dos mais importantes do século XX. Foi a figura chave da arquitetura orgânica, um desdobramento da arquitetura moderna que se contrapunha ao International style europeu.

Trabalhou no início de sua carreira com Louis Sullivan, um dos pioneiros em arranha-céus da Escola de Chicago. F. L. Wright defendia que o projeto deve ser individual, de acordo com sua localização e finalidade. Frank influenciou os rumos da arquitetura moderna suas idéias e obras.

 

 

Origens

Em meados de 1900, no período de 1895 a 1905, a arquitectura dos Estados Unidos da América era uma junção de estilos eclécticos, sem que de nenhuma maneira tivessem relação com as ideias e os ideais da nação. Na mesma época, considerava-se como arquitectura o levar à prática modas e estilos sem relação com as técnicas de construção, fenómeno chamado eclectismo. Por outro lado, era também uma época em que toda a indústria da construção estava experimentando transformações revolucionárias. Apareciam novos materiais de construção, ao mesmo tempo que se desenrolavam novos métodos de transformação para os materiais antigos. Mesmo assim, a arquitectura que realmente se levava à prática naquele tempo, pouco ou nada reflectia estes novos métodos e materiais.

Antes de se tornar um dos maiores arquitetos de todos os tempos, ele estudou engenharia e faltando poucas semanas para sua graduação, ele abandonou o curso e foi trabalhar em Chicago como desenhista no escritório de Silsbee, um arquiteto de renome.

Seus principais trabalhos foram a Casa da Cascata (também conhecida por Casa Kaufmann, considerada a residência moderna mais famosa do mundo) e a sede do Museu Solomon R. Guggenheim em Nova Iorque.

 

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LE CORBUSIER

Mies van der Rohe – Bauhaus

Paulo Mendes da Rocha – A natureza é um trambolho

 





Paulo Mendes da Rocha – A natureza é um trambolho

11 04 2008
Saudações!

Estava eu navegando na ‘extensa rede’ e vi essa entrevista do grande e maravilhoso Paulo Mendes da Rocha… Vou copiar uns trechinhos aqui que vale a pena!

Abraços 😉

 

 

 

A natureza é um trambolho

 

 

A conversa foi longa, e podia ser muito mais. A platéia, quer dizer, os entrevistadores ficou – para usar o adjetivo justo – embevecida. Paulo Mendes da Rocha é o retrato do arquiteto, o artista, aquele que une à técnica uma visão cósmica, espiritual, política do homem. E ele consegue expor esse pensamento com outra virtude humana indispensável: o humor, e colocações desconcertantes – como a do título abaixo..

 

(…)

 

 

 

 

São Paulo é caótica ou não?

Paulo Mendes da Rocha – São Paulo é e não tem nada de fenômeno urbano, ela metodicamente se torna horrível pela especulação imobiliária, pela exploração de tudo isso como mercadoria. Tudo isso o quê? As virtudes da natureza. Você quer ver uma evidente virtude da natureza destruída pelo mercado e tida entre nós como supremo bem? O que a Light fez em São Paulo. Construir uma barragem hidrelétrica de 700 metros sobre o mar, sugar a água do Tietê através do Pinheiros, inverter tudo, jogar essa água lá pra baixo para produzir 800.000 quilowatts é uma besteira que não tem tamanho. Nós nunca faríamos isso. Não se produz 1 quilowatt com uma água que não seja para beber depois, porque senão é perder a virtude da água. A graça é dizer que essa água que você está bebendo já foi a luzinha ou vai ser a luzinha de amanhã – e a mesma se joga no mar! Depois, essa Light botou um bonde, fez a linha ir para os arrabaldes, que não valiam nada, comprou tudo, loteou e vendeu esses bairros horríveis que se dizem exclusivamente residenciais. Como se você pudesse exclusivamente residir. “O senhor está fazendo o quê?” “Estou residindo…” Não tem sentido nenhum. E a Light ainda foi vendida para nós e disse que devemos a ela o desenvolvimento de São Paulo. Urubupungá tem 6 milhões de quilowatts, uma barragem de 800.000 quilowatts é o mínimo que se pode fazer, jogando água fora, ainda por cima! Isso eles não fazem no país deles, os canadenses, os americanos, os ingleses. Portanto, somos uma conseqüência dessa visão predadora do nosso território, que vem desde a mentalidade colonial, e devíamos ser a suprema crítica contemporânea sobre essas questões.

 

 

 

Os arquitetos?

Paulo Mendes da Rocha – Nós, os americanos, porque temos a peculiar experiência. É engraçada a história dos americanos. Sou italiano por parte de mãe, sou baiano por parte de pai, sou negro possivelmente, portanto não é uma raça brasileira, somos um grupo que tem a obrigação de ter uma reflexão peculiar, uma experiência peculiar de inaugurar a questão do hábitat humano num território em que estava uma população pequena que foi destruída pelo colonialismo. Essa visão crítica entre nós é indispensável. Uma revisão crítica capaz de criar expectativas de esperança e futuro, existir um peculiar traço de uma experiência interessante quanto à ocupação de território. O que se diz é o seguinte: uma cidade existe antes que a construam, é um desejo nosso, e ela é vista antes como se nós aqui, um grupo, estivéssemos procurando um lugar – aconteceu tantas vezes em grupos humanos –, e suponha que chegássemos por terra, não sei de que modo, no Outeiro da Glória, no Rio de Janeiro. Com certeza, iríamos parar e dizer assim: “Vamos ficar por aqui. Ali faremos o porto; lá embaixo tem muita inundação, muito pernilongo, vamos morar um pouquinho nesse outeiro, aqui as casas etc. etc.”. Inclusive, você enfrenta uma adversidade que não havia, que você cria. Os problemas nós é que criamos. Se é boa a baía porque abriga os navios, entretanto a terra ali não serve para habitar, porque são baixios, mangues, vou ter que fazer uma muralha de cais, aterrar esse baixio, construir novos territórios e uma nova conformação geográfica. O Rio de Janeiro é uma cidade que descreve com muita clareza as virtudes dessa transformação, por exemplo, depois que abriram a avenida Rio Branco. Sobrou um morrinho lá, que é o famoso morro do Castelo, raro no Rio de Janeiro por não conter granito, era só terra, e ele dividia ou tolhia a visão da entrada da baía. Pra frente, era aquilo que já estava lá, a baía do Flamengo e, logo adiante, a ilha de Villegaignon, a 1 quilômetro, 800 metros, onde já estava instalada a Escola Naval. Fizeram uma obra notável no Rio de Janeiro: o desmonte hidráulico do morro, quer dizer, a jato de água, como você desmantela um formigueiro com a mangueira de jardim. A engenharia faz isso. Estabelece a tubulação toda e desmonta o morro de terra a jato de água, transforma em lama. Essa lama é conduzida nessa tubulação e vai ser depositada num certo lugar. Que lugar? Um retângulo perfeito, um tanque construído com pedras adequadas para enfrentar o mar, dentro da água, inundado de água, um enrocamento de pedras arrebentadas a dinamite das pedreiras e adequadamente depositadas no mar. Essa lama jogada lá dentro decanta, sedimenta a terra e aquilo que ficou é o aeroporto Santos Dumont. Você transforma o território, isso é que é arquitetura, para mim, e não pequenas coisas, uma varandinha, nada disso e os edifícios são instrumentos de realização dessa cidade onde todos querem morar.



Dessa sua visão sobre pensar o território brasileiro, quanto tem da visão do Darcy Ribeiro, no sentido de que podemos construir aqui uma quase civilização tropical, e quanto também da produção e do pensamento do professor Milton Santos, no caso do território?

Paulo Mendes da Rocha – A história do gênero humano é indizível, claro, mas, se quiséssemos conversar, poderíamos pensar, por exemplo, num dilema da nossa condição humana, entre tantos. Um deles é a questão de uma separação, que pode ser convocada para refletir, entre ciências naturais – que é toda ciência, física, astronomia, mecânica celeste – e essa preocupação com nossas origens, que se estabeleceu que chamamos de ciências humanas. Justamente o que fica para as realizações de caráter político, o que vamos fazer, o modo humano de existir, obrigatoriamente esses âmbitos de conhecimento têm de andar juntos, você só pode realmente avançar quando raciocina com uma totalidade. Isso é da nossa época, vivemos isso, que foi posto pelos artistas, os supremos inventores de como pensarmos. No caso, um homem de teatro, Durrenmatt, escreveu Os Físicos, a questão da descoberta da energia, do átomo, da constituição da matéria e a bomba atômica. Ora, tínhamos que dizer que nenhum cientista inventou uma bomba, eles morreram todos de desgosto, digamos assim, é o que está decantado em Galileu Galilei, do Brecht, em Os Físicos, do Durrenmatt. A idéia não é fazer uma bomba, a idéia é não resistir a especular e acabar sabendo que certos códigos revelam que são partes, partículas materiais, que a luz é pedaço de coisas, e que tudo isso se equilibra por força desse certo universo, ou seja, que somos feitos da mesma matéria da qual é feita a luz das estrelas, não existe outra matéria no universo, quarks, elétrons, nêutrons, ela produz um fígado ou uma fagulha de estrelas. Portanto, não é que sejam verdades, são códigos que vão dando certo, códigos matemáticos, você reproduz e vê que aquilo é isso. Mas a idéia é realizar a nossa existência no universo.

 

Isso não é uma visão de Deus?

 

Paulo Mendes da Rocha – Eu não sei qual é a visão de Deus, quem me dera.

(…)

 

 

 

Bacana, né?

 

Se quiser ler o resto da entrevista é só entrar aqui:

 

 

http://carosamigos.terra.com.br/da_revista/edicoes/ed61/paulo30.asp

 

 

Principais trabalhos e prêmios:
Museu de Arte de Campinas, na Unicamp, SP.
Museu de Arte Comtemporânea, com Jorge Wilheim, SP.
Museu Brasileiro de Arquitetura, SP.
Centro Cultural da Fiesp, SP.
Pinacoteca do Estado, Renovação, SP.
Ginásio do Clube Atlético Paulistano, SP.
Terminal Rodoviário de Goiânia, GO.
Estádio Serra Dourada, GO.
Terminal Rodoviário de Cuiabá, GO.
Pavilhão do Brasil na Exposição Mundial de Osaka, Japão.


Prêmios:
Bienal Ibero-Americana de Madri (Trajetória Profissional).
Museu Nacional de Belas-Artes (Prêmio Vitrúvio).
Arquitetura Latino-Americana (Prêmio Mies van der Rohe).
Bienal Internacional de São Paulo (Ginásio do Clube Paulistano).

 

 

 

  

Para ler outras matérias interessantes:

 

Tendências… A vez das fachadas sustentáveis 

SANTIAGO CALATRAVA – arquiteto

Cultura nunca é demais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 





SANTIAGO CALATRAVA – arquiteto

3 04 2008

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O arquiteto da ampliação e reforma do museu da arte de Milwaukee é espanhol e conta com escritórios em Zurique, Paris e Valença, Espanha.

Projetou e construiu edifícios por toda Europa e ganhou concorrências internacionais, entre outras a conclusão da catedral de St. John New York e uma para uma ponte através do Grande Canal em Veneza, Itália.

Calatrava projetou numerosas pontes, escritórios, uma biblioteca, High School, estúdio de televisão, teatros, armazéns e ampliação de estádios.The MAM será seu primeiro edifício terminado nos E.U.A.

Nascido próximo de Valença , Espanha , em 28 de julho de 1951, Calatrava estudou arquitetura em Valença, e fez cursos de pos graduação em urbanismo e em engenharia civil. Tem um Ph.D. de ciências técnicas do instituto de tecnologia federal suíço, e doutorado honorário das universidades: Politécnica de Valença, universidade de Sevilha, universidade de Heriot-Watt em Edimburgo, em Scotland, e da escola de engenharia de Milwaukee .

Entre as maiores estruturas públicas que Calatrava projetou estão:

• Estação ferroviária de Stadelhofen, Zurique, Suíça, (1983-90)

• Pavilhão de Kuwait , Expo ’92, Sevilha, Espanha (1991-92)

• Estação Ferroviária do Aeroporto de Lyon, França (1989-94)

• Museu da Ciência e Planetário, Valença, Espanha (1991-)

• Sala de Concertos de Tenerife, Consoles Amarelos (1991-)

• Estação Oriente, Parque das Nações, em Lisboa, Portugal

Seus trabalhos foram exibidos no museu da arte moderna em New York, e em museus em Londres, Tokyo, Moscou, Copenhague, Munich, Estocolmo, Rotterdam e Zurique.

Calatrava, talvez mais conhecido pelas suas numerosas pontes, comentou que uma ponte é um ponto importante da referência em uma cidade, e pode ser usado para complementar a paisagem.

Em todos seus projetos, Calatrava enfrentou desafios complexos, com soluções técnicas notavelmente simples e elegantes. Suas soluções são inspiradas freqüentemente pela natureza, mas as formas orgânicas são transformadas pelas arrojadas soluções técnicas usando materiais tais como o aço e o vidro – criando uma síntese da luz, do espaço, do material, da forma e da estrutura.





AGENDA DE EXPOSIÇÕES – PROGRAME-SE.

28 03 2008

Museus

ESTAÇÃO PINACOTECA

COLEÇÃO NEMIROVSKY

Um dos mais importantes conjuntos modernistas do país, com ícones do movimento, o acervo da Fundação José e Paulina Nemirovsky ganhou uma mostra com um recorte mais amplo, contendo 120 obras. Lgo. Gen. Osório, 66, Luz, região central, tel. 3337-0185. Ter. a dom.: 10h às 18h. Até 3/8. Ingr.: R$ 4 (p/ estudantes: R$ 2. Sáb.: grátis). Estac. (R$ 5).a d c i

Há mais uma exposição na Estação Pinacoteca: “Palazuelo”.

MAC IBIRAPUERA

MULHERES ARTISTAS – RELATOS CULTURAIS

A mostra leva ao museu trabalhos de quatro mulheres artistas, de quatro países da América do Sul: Lacy Duarte (Uruguai), Bruna Truffa (Chile), Ana Miguel (Brasil) e Paola Parcerisa (Paraguai). As características comuns nas poéticas de cada uma são destacadas na montagem. Parque Ibirapuera – av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº, portão 3, Parque Ibirapuera, região sul, tel. 5573-5255. Ter. a dom.: 10h às 19h. Até 25/5. Estac. (sistema zona azul -no portão 3).a d

MAC USP

PAULO BRUSCKY

“Ars Brevis” é a primeira individual do pernambu- cano em um museu. Dividida em sete núcleos, a exposição abrange toda a produção do artista multimídia, desde os anos 60, quando sofreu influência do grupo Fluxus, até a atualidade. R. da Reitoria, 109A, Cidade Universitária, região oeste, tel. 3091-3538. Ter. a sex.: 10h às 18h. Sáb. e dom.: 10h às 16h. Até 28/4. Estac. grátis.a d v

Há mais uma exposição no MAC USP: “Linhagens Poéticas – Instalação”.

MASP

TATSUMI ORIMOTO

 “O Convívio Social aos Olhos de Tatsumi Orimoto” é um retrospecto de 40 anos de trabalhos do artista japonês, com curadoria de Tereza de Arruda. Cerca de 1.400 imagens, 160 desenhos e aquarelas e vídeos de performances estão na mostra, com destaque para as séries “Art Mama” e “Bread Men”. 1º e 2º subsolo – av. Paulista, 1.578, Bela Vista, região central, tel. 3251-5644. Ter., qua. e sex. a dom.: 11h às 17h (c/ permanência até as 18h). Qui.: 11h às 19h (c/ permanência até as 20h). Até 27/4. Ingr.: R$ 15 (grátis p/ menores de dez, maiores de 60 anos e ter.).a d


Há mais duas exposições no Masp: “A Mulher por uma Mulher – Obra em Contexto” e “Estratégias para Entrar e Sair da Modernidade”.

MUSEU AFRO BRASIL

A DIVINA INSPIRAÇÃO SAGRADA E RELIGIOSA – SINCRETISMOS

A mostra reúne trabalhos de arte sacra da época colonial até a atualidade, formando um panorama cujo objetivo é criar um contraponto entre o catolicismo e os cultos afro-brasileiros, como a umbanda e o candomblé. Pq. Ibirapuera – pavilhão Pe. Manoel da Nóbrega – av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº, portão 10, Parque Ibirapuera, região sul, tel. 5579-0593. Ter. a dom.: 10h às 17h (c/ permanência até as 18h). Até 30/3. Estac. (sistema zona azul – no portão 3).a d


PAÇO DAS ARTES

DIEGO BELDA E LUIZ ROQUE

 Belda se inspirou em poemas do escritor norte-americano Charles Bukowski para criar suas duas telas abstratas em exposição. Roque tem o cinema como principal referência para os vídeos “Treinamento” e “PIK NIK”, filmados em película. Av. da Universidade, 1, Butantã, região oeste, tel. 3814-4832. Ter. a sex.: 11h30 às 19h. Sáb. e dom.: 12h30 às 17h30. Até 30/3.a v

PINACOTECA DO ESTADO

BORIS KOSSOY

 “O Caleidoscópio e a Câmara” é o nome da exposição dedicada ao fotógrafo e pesquisador, a maior já realizada sobre seu trabalho. Com cerca de cem imagens, traça um percurso poético e documental do trabalho de Kossoy, com ensaios metafísicos e um conjunto de imagens inéditas, realizadas nas últimas duas décadas. A curadoria é de Diógenes Moura. Última semana. Pça. da Luz, 2, Bom Retiro, região central, tel. 3324-1000. Ter. a dom.: 10h às 18h. Até 30/3. Ingr.: R$ 4 (p/ estudantes: R$ 2. Sáb.: grátis). Estac. grátis. Visita monitorada c/ agendamento.a d c i

Há mais quatro exposições na Pinacoteca do Estado: “Coleção Brasiliana – Versões e Narrativas”, “Do Outro Lado”, “Retratos de um Auto-Retrato”.

Espaços culturais

CAIXA CULTURAL – SÉ

MULHERES ESPETACULARES

A fotógrafa Vânia Toledo pediu para que grandes atrizes brasileiras vivessem por um dia uma personagem que nunca haviam representado. O resultado deste trabalho reúne 30 imagens em preto-e-branco de nomes como Fernanda Montenegro e Marília Pêra, entre outros. 1º andar – pça. da Sé, 111, Sé, região central, tel. 3321-4400. Ter. a dom.: 9h às 21h. Até 20/4.a d v


Há mais duas exposições na Caixa Cultural -Sé: “Arte e Música” e “Serra da Canastra”.


GALERIA OLIDO

FERNANDO LEMOS – PRETO E BRANCO

A trajetória pessoal do fotógrafo português é o foco da exposição, que deu início ao calendário 2008 da galeria Olido, todo dedicado à fotografia. Obras gráficas (desenho e foto) e documentos que pontuam a face “gestor” de Lemos são exibidos. sala Mário Pedrosa – av. São João, 473, República, região central, tel. 3331-8399. Ter. a sáb.: 12h às 21h30. Dom.: 12h às 19h30. Até 13/4.
INSTITUTO MOREIRA SALLES

INTERIORES

O fotógrafo francês Patrick Bogner expõe imagens de paisagens, habitantes e peculiaridades do sertão nordestino, produzidas desde 1987. Boa parte das fotografias foi obtida por meio de uma técnica artesanal de reprodução, na qual a utilização de pigmentos de carbono resulta em imagens de intenso cromatismo. R. Piauí, 844, 1º andar, Higienópolis, região central, tel. 3825-2560. Ter. a sex.: 13h às 19h. Sáb. e dom.: 13h às 18h. Até 11/5. Estac. grátis.a d v

ITAÚ CULTURAL

QUASE LÍQUIDO

Vídeos, instalações e diversos trabalhos de artistas como Héctor Zamora, Cao Guimarães, Zezão e Eduardo Srur (que fez uma instalação gigante com garrafas pet no rio Tietê), entre outros, aludem, de variadas maneiras, à idéia do líquido. A coletiva pretende ressaltar as contradições da sociedade considerada moderna. Av. Paulista, 149, Bela Vista, região central, tel. 2168-1776. Ter. a sex.: 10h às 21h. Sáb. e dom.: 10h às 19h. Até 25/5. Estac. c/ manob. (R$ 8 a 1ª h mais R$ 2 p/ h adicional – convênio).a d

Unidades do Sesc

ALGUNS ASPECTOS DO DESENHO CONTEMPORÂNEO

Parte do projeto O Desenho e Seus Papéis, idealizado pela artista plástica Edith Derdyk, a exposição organizada por Shirley Paes Leme privilegia diferentes maneiras de pensar o desenho e sua expansão na arte contemporânea brasileira, e mostra várias possibilidades conceituais da técnica, explorando vários materiais. Sesc Pinheiros – área de exposições – térreo – r. Paes Leme, 195, Pinheiros, região oeste, tel. 3095-9400. Ter. a sex.: 13h às 21h30. Sáb. e dom.: 10h às 18h30. Até 20/4. Estac. c/ manob. (R$ 5 e R$ 7 p/ 3 h mais R$ 1 p/ h adicional).
TOKYOGAQUI

A Cia. Vazia, de Elisa Ohtake, apresenta as instalações “Fique em Silêncio, no Escuro, com um Bando de Japonezinhos” e “Destrambelhe-se com um Bando de Japonezinhos” amanhã (dia 29) e domingo, às 19h. A proposta é que o público entre nas instalações, compostas por 20 crianças de descendência japonesa, e experimente as duas situações propostas pelos títulos. O projeto integra o evento multicultural Tokyogaqui, dedicado à cultura japonesa, que também possui espetáculos de dança. Unidade Provisória Sesc Avenida Paulista (Espaço Quinto Andar) – av. Paulista, 119, Bela Vista, região central, tel. 3179-3700. Amanhã (dia 29) e domingo: às 19h. Grátis. Estac. (R$ 5 p/ 4 h mais h adicional, na r. Leôncio de Carvalho, 98 – convênio).

Outros espaços

STAR WARS EXPOSIÇÃO DO BRASIL
A mostra reúne 200 peças relacionadas à série criada por George Lucas. Além de uma linha do tempo, que ajuda a relembrar os principais momentos de cada episódio, é possível encontrar réplicas de caças espaciais, maquetes, mobiliário dos sets de filmagem, bonecos e figurinos. Porão das Artes – pq. do Ibirapuera – av. Pedro Alvares Cabral, s/ nº, portão 3, Parque Ibirapuera, região sul, tel. 4003-1212. Seg. a dom.: 9h às 21h (c/ permanência até 22h). Até 29/6. Ingr.: R$ 30 (bilheteria) e R$ 40 (c/ hora marcada). Ingr. p/ tel. 4003-1212 ou p/ site http://www.ingressorapido.com.br. CC: AE, D, M e V. Visita monitorada p/ tel. 3883-9090 (somente p/ escolas). Estac. (sistema Zona Azul – portão 3).a d





Surrealismo – Rene Magritte

19 03 2008

 O Surrealismo  

O Surrealismo foi um movimento artístico e literário surgido primariamente em Paris dos anos 20, inserido no contexto das vanguardas que viriam a definir o modernismo, reunindo artistas anteriormente ligados ao Dadaísmo e posteriormente expandido para outros países. Fortemente influenciado pelas teorias psicanalíticas de Sigmund Freud (1856-1939), o surrealismo enfatiza o papel do inconsciente na atividade criativa. Seus representantes mais conhecidos são Max Ernst, René Magritte e Salvador Dalí no campo das artes plásticas, André Breton na literatura e Luis Buñuel no cinema.

Entenda um pouco mais de Magritte;  Continue lendo »